Não há nada que impeça a transmissão de AMOR

Equipamentos de proteção individual (EPI) diminuem os riscos de transmissão do vírus causador da COVID-19, mas não impedem a transmissão de amor.


Em tempos conturbados de pandemia, todos ficamos assustados frente ao desconhecido. Não sabemos como agir, no início e ainda agora, então pensamos em como nos proteger, em quem proteger, em como diminuir os danos e os riscos.

E as gestantes? E os partos? Como diminuir as chances de contaminação e agravos às mães, bebês e equipe que assiste ao parto?

Diferentes protocolos foram criados para proteger todos os envolvidos nesse processo gravítico-puerperal. Máscaras, gorros, aventais e luvas, limitar o número de pessoas dentro do centro obstétrico, limitar o número de visitantes às maternidades, limitar e desencorajar as cesáreas eletivas (sem indicações obstétricas), foram algumas das medidas tomadas para conter o monstro invisível causador da pandemia.

Barreiras foram criadas para diminuir o contato entre as pessoas e, assim, limitar a propagação viral. Barreiras físicas foram construídas e são métodos importantes e eficazes nessa luta pela vida.

Porém, barreiras físicas não devem impedir a transmissão dos sentimentos. Se diminuem os sentidos físicos, é necessário esforço para desenvolver e ampliar os sentidos não materiais. Se nos separam uns dos outros mecanicamente, é imperioso criar maneiras de nos aproximar as almas. Não há como impedir a troca dos pensamentos, sentimentos, olhares de afeto e afago.

Mantenhamos os EPIs para separar nossas carnes, mas transbordemos em humanidade para transmitir, incessantemente o amor uns aos outros.

Equipamentos de proteção individual (EPI) diminuem os riscos de transmissão do vírus causador da COVID-19, mas não impedem a transmissão de amor.


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Dr. Felipe Sá Ferreira

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